Entre consultas não há dado
O prontuário só nasce quando alguém já procurou atendimento. Tudo que acontece no intervalo, o que a pessoa mede, toma, sente e deixa de fazer, fica invisível.
O concierge de saúde que a sua empresa estava esperando
A inteligência artificial faz o trabalho pesado de leitura. A decisão clínica continua com gente de verdade, e isso está garantido no código, não numa promessa de contrato.
O que a empresa compra hoje
A operadora enxerga sinistro. O RH enxerga a fatura. Ninguém enxerga a pessoa no intervalo entre uma consulta e a seguinte, e é justamente ali que a doença crônica avança, o remédio deixa de ser tomado e o exame vence.
Programas de bem-estar existem e falham pelo mesmo motivo: são canais de conteúdo. Mandam lembrete, mas não acompanham ninguém. Quando alguém piora, o primeiro a saber continua sendo o pronto-socorro.
O prontuário só nasce quando alguém já procurou atendimento. Tudo que acontece no intervalo, o que a pessoa mede, toma, sente e deixa de fazer, fica invisível.
A conta é da empresa, mas a decisão assistencial acontece longe dela. Ninguém tem mandato para coordenar a jornada inteira.
Prontuário e conta médica chegam em texto corrido. Ninguém lê 40 mil linhas por mês, então essas linhas nunca viram cuidado.
O que construímos
A empresa contrata, cada colaborador ganha um app, e por trás uma equipe clínica trabalha uma fila que o sistema monta sozinho. Três copilotos sustentam quem está em cada ponta dessa operação.
Medidas, medicamentos com lembrete, agenda de consultas e exames, questionários e histórico completo. Mais um gêmeo digital que mostra o que a equipe já sabe sobre ela. Tudo na marca da sua empresa.
Cinco jornadas de trabalho alimentadas pelo motor de risco, pela leitura de prontuário e por tudo que a pessoa faz no app. O copiloto responde sobre a ficha aberta e não vira registro clínico.
Indicadores da carteira com análise preditiva e piso de k-anonimato. Nenhum número desce ao ponto de identificar alguém por eliminação.
Prontuário e conta médica entram por fila, com o layout de cada origem mapeado. A IA lê o texto livre e a evidência entra como suspeita, nunca como fato.
A diferença que sustenta o resto
Todo produto de saúde com IA promete a mesma coisa. O que separa um do outro não é o modelo, é onde a máquina fica impedida de decidir. Estas seis recusas estão escritas no código e verificadas por teste automático.
Digital twin
Não é uma ilustração decorativa. Cada marcador lê a condição confirmada da pessoa e a linha de cuidado ativa dela, com o CID mapeado para o órgão, do coração ao tornozelo. Toque num ponto para ver a ficha.
Motor de risco
O score sai de regras com peso conhecido, aplicadas sobre evidência classificada por origem: aferida, referida ou calculada. Cada fator devolve quanto contribuiu e se é modificável.
Quando o score muda de banda, um agente redige o rascunho do card. Um profissional clínico aprova antes de qualquer coisa aparecer para a pessoa.
reproduzível. O mesmo perfil devolve o mesmo score, hoje e daqui a um ano.
chamadas de IA no cálculo. Desligar a IA não muda um score sequer.
critérios de trigger, editáveis pelo cliente, gerando card e comunicação.
Decomposição de um score, exemplo ilustrativo
A operação
O concierge não procura o que fazer, o trabalho chega até ele. Cada card nasce de um fato registrado no banco: um score que mudou de banda, uma agenda que venceu, um prontuário que acabou de ser lido ou algo que a pessoa fez no app agora há pouco.
Algo mudou e alguém precisa olhar agora. Risco que subiu de banda, consulta gravada, humor ruim registrado, exame anexado.
Linha de cuidado com item vencido, consulta marcada esperando desfecho, medicamento cadastrado sem conferência.
Alimentada pelas regras de trigger que o próprio cliente configura, sem precisar de release.
Nota baixa na pesquisa, abandono do app e o card que a equipe escreve à mão quando precisa.
Toda suspeita levantada por IA chega aqui com o trecho do prontuário que a sustenta, ordenada por autoridade da fonte.
Nenhum card sai para a pessoa sem passar por alguém. A IA prepara, a equipe decide.
Engajamento
Um programa de saúde só funciona se as pessoas registrarem o que está acontecendo com elas. A gamificação existe para isso, e foi desenhada com uma regra que muda tudo.
Se pressão baixa valesse mais pontos que pressão alta, a pessoa aprenderia rapidinho a não registrar a pressão alta. O motor perderia justamente o dado que o faz existir, e a carteira pareceria melhorar no painel enquanto piora na vida real. Por isso a pontuação olha para o ato de registrar, nunca para o número registrado.
A pontuação é sempre recalculada a partir dos eventos, nunca guardada como saldo. Repetir um envio não soma duas vezes, e corrigir um dado errado não deixa resíduo no placar.
A pessoa vê a própria evolução e a posição relativa dela, nunca o nome de outro funcionário. Mostrar quem participa do programa de saúde a colegas de trabalho não tem finalidade que justifique.
Quem prefere participar do cuidado sem participar do jogo desliga o placar e continua com todo o resto funcionando. O relatório do gestor mostra essa escolha em vez de tratar a pessoa como inativa.
Integração
Duas fontes entram na plataforma por fila, com o layout de cada origem mapeado uma vez e revisado na tela. Nada é lido às cegas e nada vira fato antes de passar por um humano.
Autorizações, procedimentos, internações e padrão de utilização entram no motor como evidência calculada. O uso revela o que o questionário não pergunta: quem já foi ao pronto-socorro três vezes no trimestre, quem tem exame vencido dentro de uma linha de cuidado, quem migrou de banda sem ninguém notar.
TISS · CID-10 · TUSS · lote com deduplicação por MPI
O agente leitor processa evolução clínica, laudos e sumários em lotes paralelos e extrai condições, medicações e exames. Cada extração carrega o trecho que a sustenta e a autoridade da fonte, e cai na fila de conferência clínica ordenada por confiabilidade. Só depois da aprovação vira condição.
HL7 FHIR R4 · RNDS · SNOMED CT · LOINC
Agentes autônomos
Cada agente tem escopo estreito, modelo configurável por capacidade e uma guarda escrita que define o que ele nunca pode fazer. O cliente pode desligar qualquer um por cláusula de contrato e o produto continua funcionando.
A consulta gravada
É o dado que nenhum outro caminho alcança. A pessoa se consulta com um médico que a empresa não conhece e normalmente ninguém fica sabendo. Aqui ela grava, com botão de pausa porque o médico sai da sala, e o resto do trabalho é nosso.
Campo que não foi dito volta nulo. Um modelo que preenche na dúvida produz um prontuário inventado que um humano vai aprovar sem perceber, porque campo preenchido parece campo conferido.
Controle na mão da pessoa, com consentimento registrado antes de começar.
O upload roda em segundo plano e o processamento não prende o aparelho.
A diarização separa a fala do médico da fala do paciente.
Queixa, hipótese, CID, conduta, exames, encaminhamentos e prescrição.
Corrige os campos que precisam. Sem esta etapa, nada segue adiante.
Entra no prontuário longitudinal e o áudio é apagado em seguida.
BI com análise preditiva
O painel mostra a carteira estratificada, a projeção de risco por coorte e o efeito real das linhas de cuidado ativas. Nenhum recorte desce ao ponto de identificar uma pessoa por eliminação, e essa regra vive no domínio, não numa configuração de cliente.
Pirâmide de estratificação, distribuição ilustrativa
Quantas pessoas devem migrar de banda no próximo trimestre se a trajetória atual se mantiver, e quanto disso é modificável.
Comparação entre quem está em acompanhamento ativo e quem não está, dentro da mesma banda de risco.
O gestor pergunta em linguagem natural sobre indicador agregado e recebe resposta com a fonte, nunca sobre uma pessoa.
Qualquer célula de indicador com menos de cinco pessoas é suprimida antes de sair do banco. Vale para filtro combinado, exportação e API. É regra de domínio com teste-guarda: se alguém tentar afrouxar, o build quebra.
Segurança, privacidade e LGPD
Cada empresa cliente é um tenant do PostgreSQL com row-level security em 38 tabelas. Uma consulta que esqueça o filtro não devolve dado errado, devolve zero linhas. Em saúde a empresa A jamais pode ver dado da empresa B, e isso não pode depender de alguém lembrar.
RLS ativa em 38 tabelas, através de papel de banco sem bypass. Uma suíte dedicada tenta vazar dado entre tenants a cada build.
O identificador é derivado por HMAC com pepper no servidor. O login do beneficiário nasce desse hash, sem nenhuma busca privilegiada entre clientes.
Finalidade, modelo, entrada dessensibilizada e desfecho ficam registrados, inclusive quando a IA está desligada, para o cliente poder provar que ficou.
Isolamento entre tenants, pureza do domínio, reprodutibilidade do motor, regras clínicas e worker. Uma regressão de segurança para o pipeline antes de chegar em produção.
Nome, CPF, identificador e score nunca saem. O modelo recebe o retrato clínico dessensibilizado. Nenhum treino sobre dado de cliente.
Marca, tema, canais e política de IA por cliente. A cor de risco não é configurável, é garantia de tipo. Consentimento versionado a cada termo aceito.
Arquitetura
Monorepo com o domínio puro no centro. A lógica de risco não conhece banco, framework nem provedor de IA, e isso é verificado por teste. O mesmo motor roda no servidor, no app e num script de auditoria, e devolve sempre o mesmo número.
Programa de design partner
Procuramos poucas empresas para rodar o piloto com acesso direto a quem constrói o produto. O que sair daí decide o roadmap.